O mercado de combustíveis acompanha com atenção a possibilidade de Ricardo Magro, conhecido por diversas fraudes fiscais, adquirir as operações argentinas da Shell pertencentes ao grupo Cosan. Segundo a Polícia de São Paulo, Magro já acumula 188 empresas investigadas por sonegação fiscal no setor de combustíveis no Brasil.
Atualmente, o grupo liderado por Magro tem um débito tributário estimado em mais de R$ 20 bilhões. Ricardo Magro encontra-se nos Estados Unidos desde que se tornou alvo de investigações no Brasil.
Com forte atuação entre São Paulo e Rio de Janeiro, Magro conta com familiares e colaboradores que administram empresas investigadas por fraudes fiscais.
Além das acusações fiscais, o Grupo Magro também estaria envolvido em lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo investigações policiais. Magro teria usado intermediários ligados a fundos internacionais para fazer uma oferta pelas operações argentinas da Shell, através do BTG Pactual, banco responsável pela venda dos ativos do grupo Cosan.
O nome de Magro não aparece diretamente nas negociações, e o alerta surgiu após um ex-deputado federal do Rio de Janeiro, cassado, mencionar o assunto a representantes do banco.
Rubens Ometto também pretende vender as usinas de açúcar e álcool do Mato Grosso do Sul e o Porto São Luís, no Maranhão, cuja operação de venda foi delegada ao Banco Itaú.
A consultoria Elos-Ayta apontou que a situação financeira da Raízen de Rubens Ometto, vem piorando desde sua abertura de capital, em 2021. Einar Rivero, fundador da consultoria, destacou à Folha de S. Paulo que “a dívida de curto prazo cresceu perigosamente, superando o caixa disponível da empresa.”
Nesse contexto de fragilidade financeira, Ricardo Magro aproveita a oportunidade para tentar adquirir as operações argentinas da Shell, recorrendo a fundos internacionais e intermediários influentes para concretizar seus negócios.
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