Enquanto a TV Aberta olha para o passado, a CazéTV domina o futuro

Casimiro Miguel, da CazéTV, não deu apenas um tiro na audiência da TV Aberta. Deu um tiro certeiro em um modelo inteiro de transmissão esportiva que dominou o Brasil por décadas

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A Copa do Mundo de 2026 mal começou e já existe um campeão indiscutível no mercado brasileiro de mídia esportiva: a CazéTV. Não é a Argentina, não é a França, não é a Espanha e muito menos a Seleção Brasileira. O grande vencedor desse início de Mundial atende pelo nome de um influenciador que muitos executivos da velha televisão ainda insistiam em tratar como fenômeno passageiro: Casimiro Miguel.

Com um tiro certeiro na testa da TV Aberta tradicional, a CazéTV transformou a Copa em algo muito maior do que uma simples disputa de audiência. O que está acontecendo diante dos olhos do mercado é uma mudança histórica na forma de consumir futebol, publicidade e entretenimento esportivo no Brasil.

Os números são brutais. O Início da Copa e empate frustrante entre Brasil e Marrocos registrou impressionantes 12,7 milhões de aparelhos conectados simultaneamente no YouTube. Um recorde mundial para transmissões esportivas na plataforma. E o detalhe mais humilhante para a velha televisão é que isso aconteceu mesmo com a concorrência simultânea da TV Globo, do SBT, do SporTV e de outras plataformas do Grupo Globo.

Enquanto a Globo apostava na tradição e o SBT tentava vender nostalgia comGalvão Bueno, a CazéTV fazia exatamente o contrário: falava a linguagem da internet, da live, da interação instantânea, do meme e da participação direta do público.

E talvez esteja justamente aí o maior choque cultural dessa Copa do Mundo de Futebol da Fifa 2026.

Durante décadas, a televisão aberta brasileira operou praticamente sozinha no futebol. A Globo criou um império esportivo baseado em monopólio de direitos, padrão estético e controle absoluto da narrativa das transmissões. O SBT tentou durante anos ocupar espaços pontuais nesse mercado. Mas a chegada da CazéTV desmonta uma lógica que parecia inabalável.

Pela primeira vez, uma geração inteira não precisa mais da televisão para assistir Copa do Mundo. E isso muda tudo. Muda a publicidade. Muda a audiência. Muda o poder das emissoras. Muda o comportamento do torcedor. E, principalmente, muda a relação entre quem transmite e quem assiste.

O jornalista Lucas Amorim, diretor de redação da revista Exame, definiu bem esse fenômeno ao afirmar que o diferencial da CazéTV vai muito além da audiência”. Segundo ele, “o mercado publicitário passou a enxergar algo que a televisão tradicional perdeu há tempos: conexão verdadeira com o público”.

A análise é devastadora para as emissoras tradicionais como Globo e SBT

TV Aberta ainda mede sucesso apenas pelo tamanho bruto da audiência. A CazéTV mede engajamento, participação, interação e comunidade. Enquanto a televisão entrega intervalo comercial, a plataforma digital entrega comportamento do consumidor em tempo real. Enquanto a TV despeja propaganda, a CazéTV cria interação instantânea por QR Code, delivery durante o jogo e ações integradas ao conteúdo.

Não por acaso, o mercado publicitário já acompanha essa revolução com entusiasmo. As cotas comerciais da CazéTV giraram perto de R$ 196 milhões, provando que o dinheiro da publicidade começa a seguir exatamente para onde o público está indo.

E esse talvez seja o aspecto mais simbólico de toda essa transformação: a CazéTV não derrotou a televisão apenas na audiência. Ela começou a derrotar a TV também no faturamento, na linguagem e na capacidade de mobilização.

Queria aqui deixar registrado um depoimento: Em 2001, quando criei a ALLTV, a primeira TV da internet com programação ao vivo 24 horas por dia, escrevi em um livro sobre esse meu projeto que a internet não acabaria com a televisão tradicional, da mesma forma que a televisão não acabou com o rádio.

O rádio perdeu espaço como principal mídia publicitária com a chegada da TV. O dinheiro do mercado anunciante migrou do rádio para a televisão. E foi exatamente isso que defendi naquele momento, em 2001: a TV da internet não acabaria com a televisão convencional, mas provocaria uma grande migração da verba publicitária para o ambiente digital.

A ALLTV nasceu oficialmente em 2001 e realizou sua primeira transmissão ao vivo e ininterrupta em maio de 2002. Para explicar o conceito da emissora, criei o slogan: “A ALLTV é tudo ao mesmo tempo, agora, o tempo todo”.

Para finalizar destaco que enquanto Globo e SBT acreditam no peso do passado, a CazéTV apostou no futuro. Enquanto a velha televisão tentou reviver sua era dourada, Casimiro Miguel entendeu antes de todos que o público queria outra experiência, outra linguagem e outro tipo de relação com o futebol.

CazéTV não nasceu da televisão. Ela nasceu da lógica das redes sociais. Ela pensa como plataforma, fala como plataforma e se comporta como plataforma. O problema é que uma pequena parte do público ainda assiste Copa esperando a liturgia clássica da televisão aberta dos anos 90.

Só que aquele mundo acabou. A Copa de 2026 talvez esteja marcando exatamente isso: o momento em que a televisão esportiva brasileira percebeu, tarde demais, que perdeu o controle absoluto do jogo. 

E há um simbolismo quase cruel nessa história. Por isso a charge faz tanto sentido e cabe repetir, Casimiro Miguel não deu apenas um tiro na audiência da TV Aberta. Deu um tiro certeiro em um modelo inteiro de transmissão esportiva que dominou o Brasil por décadas.

A Copa começou. E o primeiro campeão já apareceu. É a CazéTV. Parabéns, Casimiro Miguel.

Vejam nos links abaixo o caminho percorrido pela CazéTV pela própria CazéTV e uma reportagem da Revista Exame sobre a Casa CazéTV

Coberturas CazéTV

https://drive.google.com/file/d/1HeiGwr2wbY9_XB8ZXuJRr16NLrkhbFHJ/view?usp=sharing

Revista Exame

https://drive.google.com/file/d/1CZyXWfdqhK_N2EHVJQPLjfu7-0-Et8Lu/view?usp=sharing

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