Denúncias de corrupção contra Pomini, no Porto de Santos, feitas pelo senador Giordano, seguem sem resposta

Governo Federal, Senado, CGU e Ministério de Portos seguem sem esclarecer as denúncias de corrupção envolvendo Anderson Pomini no Porto de Santos

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Dois anos se passaram desde que o senador Alexandre Giordano, do MDB de São Paulo apresentou uma série de denúncias graves contra o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, incluindo a acusação de pagamento de cerca de US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões) para que ele permanecesse no cargo, e, até agora, o país segue sem respostas convincentes. 

As acusações — que envolvem ainda favorecimento empresarial, manipulação de contratos, criação de normas sob medida e uso de intermediários para cobrança ilegal — não dizem respeito a um cargo secundário, mas ao comando do principal porto do Hemisfério Sul, o Porto de Santos.

A Controladoria-Geral da União (CGU) segue apurando os fatos, segundo informou o Ministério de Portos e Aeroportos, hoje comandado por Silvio Costa Filho, do Republicanos, que manteve Pomini no cargo mesmo após receber formalmente as denúncias em fevereiro deste ano. 

Pomini, vale lembrar, foi indicado originalmente por Márcio França, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), de quem é amigo e sócio em escritório de advocacia — uma relação que, por si só, já exigiria escrutínio rigoroso.

O silêncio político é ensurdecedor e constrangedor. O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, representante do bispo Edir Macedo no Congresso Nacional, jamais explicou por que um indicado do PSB segue ocupando um cargo que, em tese, caberia ao seu partido. Tampouco o governo federal esclareceu por que denúncias que envolvem cifras milionárias e contratos estratégicos não resultaram, até agora, em afastamento preventivo ou responsabilização pública.

O que está em jogo não é apenas a reputação de um gestor, mas a credibilidade das instituições. Num requerimento do Senado Federal, no dia 7 de fevereiro de 2024, o senador Giordano enumera 8 graves acusações de corrupção, favorecimento empresarial e recebimento de propina entre outras denuncias. Veja a integra do requerimento original, no final do texto.

Se essas acusações do senador Alexandre Giordano forem verdadeiras, Anderson Pomini e todos os envolvidos devem ser exemplarmente punidos, com rigor administrativo e penal. Se forem falsas, o Senado Federal tem o dever de agir com a mesma firmeza e responsabilizar o senador Giordano na Comissão de Ética por denúncias levianas. O que não é mais aceitável é a inércia. Diante de acusações tão graves, alguma coisa precisa ser feita — e precisa ser feita agora.

Essa é a integra do requerimento com as denúncias do senador Alexandre Giordano no endereço oficial do Senado Federal abaixo:

https://legis.senado.leg.br/sdleg-getter/documento?dm=9544554&ts=1707398764733&disposition=inline&_gl=1*1uzywvs*_ga*MTY4OTI1NTg4MC4xNzA3NDA0Nzcx*_ga_CW3ZH25XMK*MTcwNzQwNDc3MC4xLjEuMTcwNzQwNDkzNS4wLjAuMA

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