Márcio França: bravatas, carteiradas e o fracasso sem legado do Voa Brasil

O bufão Márcio França é um boneco inflável, assim como suas ideias que inflam e murcham, como seu próprio corpo. Márcio França vive colecionando gerúndios: inflando e murchando (charge de IA)

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A bravata do Microministro Márcio França do Partido Socialista Brasileiro (PSB)tem nome e sobrenome: Voa Brasil. Anunciado com estardalhaço pelo socialista oportunista, o programa nasceu morto e terminou como tudo o que passou por suas mãos no curto e ruidoso período em que ocupou o Ministério de Portos e Aeroportos.

Tudo o que é de Márcio França vem recheado de muita falação, pose de política social e nenhum resultado concreto. O fracasso era previsível desde a concepção, como registrou o Estado de S. Paulo em editorial recente, ao apontar o viés populista e a absoluta falta de lastro técnico da iniciativa.

França prometeu “democratizar” o transporte aéreo sem apresentar números básicos. Não explicou custos, não indicou fontes de financiamento, não apresentou estudos de demanda nem deixou claros os benefícios reais para usuários e empresas. 

O socialista oportunista limitou-se a repetir o bordão de que não haveria subsídios e que tudo se resolveria com o uso de assentos ociosos na baixa temporada. Era retórica vazia, no mais puro estilo do seu palanque eleitoreiro: “anunciar primeiro, pensar depois — se sobrar tempo”.

O resultado foi um vexame anunciado. Após 17 meses, o Voa Brasil vendeu míseros 52 mil bilhetes, apenas 1,7% da meta de 3 milhões alardeada para o primeiro ano. Isso num cenário em que, segundo levantamento citado pelo Estadão, cerca de 30 milhões de assentos ficaram ociosos no período analisado. Sobrou cadeira, faltou programa. Ou melhor: sobrou propaganda, faltou seriedade de Márcio França.

A encenação foi tão grotesca que provocou a primeira bronca pública de Lula em sua equipe ministerial. Em reunião, o presidente avisou que qualquer “genialidade” deveria passar antes pela Casa Civil. Traduzindo: nem Lula acreditou na fanfarrice do socialista oportunista Márcio França com o programa Voa Brasil. Ainda assim, França insistiu, empurrou o projeto, negociou com companhias aéreas e entregou um simulacro de política pública que acabou restrito a um público mínimo e irrelevante do ponto de vista estrutural.

Nada disso surpreende. A trajetória recente de Márcio França no governo federal é um inventário de improvisos. Ficou poucos meses em Portos e Aeroportos, saiu sem deixar obra, política ou legado, a não ser arrumar emprego público para Anderson Pomini, seu sócio num escritório de advocacia, como presidente do Porto de Santos.

 Foi criticado, esvaziado e, ao fim, defenestrado. Passou um tempo encostado num puxadinho político cedido por Geraldo Alckmin e acabou acomodado num ministério que não existia — e que, na prática, continua inexistindo. Márcio França foi assentado no recém-criado Ministério da Microempresa e virou piada em Brasília que lhe rendeu o apelido cruel, porém preciso, de Microministro.

Voa Brasil do socialista oportunista Márcio França entra para o anedotário das políticas públicas mal pensadas, ao lado de tantas outras promessas que rendem manchetes e alimentam o marketing político, mas não resistem ao primeiro contato com a realidade. Ao Márcio França, no entanto, resta o papel que parece ter abraçado com entusiasmo: o de animador de plateia de um espetáculo que nunca saiu do chão.

Quero ser candidato, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), a Governador de São Paulo em 2026

 Como se não bastasse o histórico de improvisos administrativos, França ainda ostenta uma petulância política que beira o deboche. Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, declarou que pretende ser candidato, este ano, ao governo de São Paulo pelo PSB e, no mesmo movimento, disse ter convidado a ministra do Planejamento, Simone Tebet, a ingressar no partido — deixando claro, desde logo, que a vaga majoritária já teria dono. 

O gesto é revelador: chama uma aliada de peso, mas avisa que o palanque é seu. Trata-se de mais uma carteirada — e das mais explícitas — dirigida ao presidente Lula, a quem Márcio França recorre sempre que lhe convém, mas a quem também testa sistematicamente os limites da paciência política.

Não é novidade. O socialista oportunista Márcio França cultiva o hábito de ser candidato a qualquer coisa, em qualquer eleição, para depois negociar a própria desistência em troca de um cargo qualquer no governo. Foi assim em outras ocasiões e voltou a sê-lo agora. 

O discurso de que a decisão final caberá a Lula soa menos como deferência e mais como chantagem simbólica: França se lança, cria constrangimento e, se não emplacar, cobra a fatura em forma de ministério — ainda que seja um ministério fantasma, sem orçamento, sem atribuições claras e sem relevância institucional.

O atual cargo, à frente de uma pasta que mal existe, é o retrato acabado dessa lógica. O “Microministro Márcio França segue em campanha permanente, ainda que seus projetos, como o Voa Brasil, nunca consigam sequer decolar.

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